As áreas invadidas pelos holandeses foi a região nordeste, devido a produção de açúcar. Lembrando que o açúcar produzido no Brasil era levado até Amsterdã capital da Holanda onde era refinado. No ano de 1640 a aliança das coroas ibéricas foi desfeita e os portugueses expulsaram os holandeses das terras brasileiras.
A invasão do Nordeste brasileiro pelos holandeses está relacionada com as relações diplomáticas que envolviam Portugal, Espanha e Holanda. Pode-se dizer que o acontecimento fundamental para isso foi a União Ibérica, unificação das coroas espanhola e portuguesa que se estendeu de 1580 a 1640.
Esse período se estendeu até o ano de 1940 e estima-se que aproximadamente 8200 holandeses tenham entrado no Brasil, embora seja difícil precisar esse número ao certo e podemos destacar alguns marcos desse fluxo imigratório: 1908: Holandeses fundam no Paraná a colônia Gonçalves Junior.
Como sabiam que o nordeste brasileiro produzia muito açúcar, resolveram invadir mais precisamente Pernambuco, onde ficaram certo tempo, liderados por Maurício de Nassau, onde lucraram muito com a venda de açúcar, até serem expulsos.
De posse dos recursos obtidos no saque à frota da prata, os neerlandeses armaram nova expedição, desta vez contra a mais rica de todas as possessões portuguesas. O seu objetivo declarado era o de restaurar o comércio do açúcar com os Países Baixos, proibido pela Coroa da Espanha.
As invasões são um empreendimento ligado aos interesses do mercantilismo europeu na América colonial. O objetivo é recuperar para a Holanda o comércio de açúcar e de escravos no Brasil, fortemente prejudicado durante o domínio espanhol (1580-1640).
Em 1624, uma esquadra com 3.300 homens, sob o do de Jacob Willekens, invadiu a Bahia, escolhida por ser um grande centro produtor de açúcar e a capital da colônia. O governador Diogo de Mendonça Furtado não Conseguiu evitar a queda de Salvador e a população, sob a liderança do bispo D.
O que se tem de herança são os traçados das ruas, a inspiração arquitetônica de prédios compridos e estreitos, além da disposição das edificações, a mesma desde o período do governo do conde Maurício de Nassau. É como se a Mauristadt (nome dado à capital pernambucana na época) estivesse debaixo da cidade contemporânea.
Em 1645, no nordeste do Brasil, ocorreu a insurreição pernambucana, conflito onde os proprietários de terra da região se mobilizaram para a expulsão dos holandeses. Chegado o ano de 1640, a presença dos holandeses em território brasileiro esteve ameaçada pelo fim da União Ibérica.
No século XVII, os holandeses realizam tentativas de estabelecer-se no Nordeste brasileiro, na Bahia (1624), em Pernambuco (1630) e no Maranhão (1641). O objetivo é recuperar para a Holanda o comércio de açúcar e de escravos no Brasil, fortemente prejudicado durante o domínio espanhol (1580-1640).
Maurício de Nassau foi governador da colônia holandesa no Nordeste de 1637 a 1643.
Outra questão que vale ser enfocada: diferentemente do que ocorreu na colonização dos Estados Unidos, entre os séculos 16 e 17, quando os europeus tinham o intuito de povoar o território para fugir das perseguições políticas e religiosas, a presença de portugueses, holandeses e franceses no Brasil tinha metas puramente
Dentre eles, destacam-se Frans Post e Albert Eckhout, que viveram no Brasil entre 1637 e 1644.
- Frans Post (1612-1680) Carro de bois, Frans Post, 1638, óleo sobre tela.
- Albert Eckhout (1610-1666) Abacaxi, melancias e outras frutas, Albert Eckhout, s.d., óleo sobre tela.
Aconteceu no século XVII, quando os holandeses ocuparam uma parte do Nordeste do Brasil. Lá, fundaram uma colônia chamada Nova Holanda, que incluía Pernambuco e outras capitanias. Seu principal interesse era controlar os centros de produção de açúcar.
Os holandeses partiram à procura de independência, que seria garantida por meio da expulsão dos Habsburgo de seu território. Dentro desse contexto, era natural que os holandeses fossem expulsos do negócio açucareiro, pois as possessões portuguesas estavam sob o domínio dos espanhóis.
Verificado por especialistasA proximidade política, os interesses econômicos e as características nacionais de ambos os países impulsionaram o acordo. Portugal e Holanda foram governados, inclusive, pela mesma dinastia durante boa parte do Século XVI, de modo que a aproximação dos países era natural.
A relação entre a União Ibérica e as invasões holandesas no Brasil decorrem do fato de que após as coroas do Reino da Espanha e de Portugal unirem-se, a Espanha passou a liderar e cortou as relações comerciais entre portugueses e holandeses.